segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

PSOL denuncia interferência de deputados em ‘quotas’ da Habitação do Governo

O presidente estadual do PSOL, Fabiano Galdino, disse hoje pela manhã, durante entrevista a um programa de rádio da Capital, que há deputados estaduais que detém uma quota dos programas sociais do Governo para a Habitação. “Não é fácil encontrar alguém que sirva de testemunha, mas tenho informações a esse respeito. Essa interferência de deputados da base aliada nas casas populares é preocupante, porque, além de gerar privilégios no acesso à moradia, existe o risco de alguns serem beneficiários em detrimento de quem mais precisa”, declarou.
Questionado sobre sua avaliação do Governo Ricardo Coutinho e quais as propostas do PSOL que serão defendidas por seu pré-candidato Tarcio Teixeira, o presidente estadual do PSOL afirmou que há falhas do Governo em áreas como Educação, Segurança e Habitação.
“Defendemos a realização de concursos públicos em todas áreas dos serviços prestados pelo Estado, como na Educação, por exemplo. A  participação do PSOL com a pré-candidatura do assistente social Tarcio Teixeira representa esse projeto de profissionalizar a máquina pública, dando condições dignas de trabalho aos servidores públicos do Estado e assegurando a valorização deles mediante remuneração justa e respeito”, disse.
Galdino considerou que as medidas do Governo no campo da segurança pública não são suficientes e não enfrente adequadamente o problema da violência no Estado. ”A geração de emprego e renda são condições importantes como integrante de um conjunto de medidas para o enfrentamento da violência. Fico preocupado com o fato de muitos jovens em idade  e necessidade de ingressar no mercado de trabalho estarem com as portas do mercado de trabalho fechadas”, destacou.
“Na visão do PSOL, não é natural que, em uma sociedade como a nossa, as pessoas não tenham acesso a formas de emprego, trabalho ou sobrevivência, com o mínimo de dignidade”, declarou.
Galdino também defendeu que o Governo do Estado passe a remunerar de forma isonômica os prestadores de serviço na área da Educação. “Reconhecemos que houve um ligeiro aumento nos contracheques de prestadores de serviço da Educação, com a bolsa de desempenho. Mas entendemos que essa medida é paliativa e não resolve o problema salarial desses profissionais. É preciso realizar concurso público progressivo, com a finalidade de profissionalizar a máquina pública, e, enquanto perdurar a utilização da mão de obra de professores pro tempore, é necessário que o Governo pague os mesmos salários que recebem os concursados e efetivos”, afirmou.
O dirigente ainda disse que, num eventual do Governo do PSOL, o Hospital de Trauma do Estado voltará a ser administrado por uma gestão exclusivamente pública. “Não queremos que o Trauminha da BR seja essa parceria [Cruz Vermelha]”, disse, acrescentando que se trata de Trauminha porque não presta serviços de qualidade à população.
Ao tratar dos esforços do PSOL para concretizar a Frente de Esquerda, Galdino afirmou reconhecer a candidatura lançada pelo PSTU, que indica o nome do professor Antonio Radical ao Governo do Estado. ”Contudo, vamos conversar e buscar formar a composição com o PSTU. Acredidamos que seja possível a aliança a partir das considerações programáticas propostas pelo PSTU e achamos que podemos decidir sobre qual o melhor nome para representar a Frente. Defendemos o nome de Tarcio Teixeira para encabeçar a chapa, podendo a vice ser objeto de debate com PSTU e PCB”, afirmou.

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