O presidente estadual do PSOL,
Fabiano Galdino, disse hoje pela manhã, durante entrevista a um programa de
rádio da Capital, que há deputados estaduais que detém uma quota dos programas
sociais do Governo para a Habitação. “Não é fácil encontrar alguém que sirva de
testemunha, mas tenho informações a esse respeito. Essa interferência de
deputados da base aliada nas casas populares é preocupante, porque, além de
gerar privilégios no acesso à moradia, existe o risco de alguns serem
beneficiários em detrimento de quem mais precisa”, declarou.
Questionado sobre sua avaliação do
Governo Ricardo Coutinho e quais as propostas do PSOL que serão defendidas por
seu pré-candidato Tarcio Teixeira, o presidente estadual do PSOL afirmou que há
falhas do Governo em áreas como Educação, Segurança e Habitação.
“Defendemos a realização de
concursos públicos em todas áreas dos serviços prestados pelo Estado, como na
Educação, por exemplo. A participação do
PSOL com a pré-candidatura do assistente social Tarcio Teixeira representa esse
projeto de profissionalizar a máquina pública, dando condições dignas de
trabalho aos servidores públicos do Estado e assegurando a valorização deles
mediante remuneração justa e respeito”, disse.
Galdino considerou que as medidas
do Governo no campo da segurança pública não são suficientes e não enfrente
adequadamente o problema da violência no Estado. ”A geração de emprego e renda
são condições importantes como integrante de um conjunto de medidas para o
enfrentamento da violência. Fico preocupado com o fato de muitos jovens em
idade e necessidade de ingressar no
mercado de trabalho estarem com as portas do mercado de trabalho fechadas”,
destacou.
“Na visão do PSOL, não é natural
que, em uma sociedade como a nossa, as pessoas não tenham acesso a formas de
emprego, trabalho ou sobrevivência, com o mínimo de dignidade”, declarou.
Galdino também defendeu que o Governo
do Estado passe a remunerar de forma isonômica os prestadores de serviço na área
da Educação. “Reconhecemos que houve um ligeiro aumento nos contracheques de
prestadores de serviço da Educação, com a bolsa de desempenho. Mas entendemos
que essa medida é paliativa e não resolve o problema salarial desses
profissionais. É preciso realizar concurso público progressivo, com a
finalidade de profissionalizar a máquina pública, e, enquanto perdurar a
utilização da mão de obra de professores pro tempore, é necessário que o
Governo pague os mesmos salários que recebem os concursados e efetivos”,
afirmou.
O dirigente ainda disse que, num
eventual do Governo do PSOL, o Hospital de Trauma do Estado voltará a ser
administrado por uma gestão exclusivamente pública. “Não queremos que o
Trauminha da BR seja essa parceria [Cruz Vermelha]”, disse, acrescentando que se
trata de Trauminha porque não presta serviços de qualidade à população.
Ao tratar dos esforços do PSOL
para concretizar a Frente de Esquerda, Galdino afirmou reconhecer a candidatura
lançada pelo PSTU, que indica o nome do professor Antonio Radical ao Governo do
Estado. ”Contudo, vamos conversar e buscar formar a composição com o PSTU.
Acredidamos que seja possível a aliança a partir das considerações programáticas
propostas pelo PSTU e achamos que podemos decidir sobre qual o melhor nome para
representar a Frente. Defendemos o nome de Tarcio Teixeira para encabeçar a
chapa, podendo a vice ser objeto de debate com PSTU e PCB”, afirmou.
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