domingo, 7 de fevereiro de 2016

PSOL rebate discurso de Luiz Couto e diz que “utopia que não morre é a da coletividade”


Ao comentar o discurso proferido no último dia 3 pelo deputado federal Luiz Couto (PT), o secretário-geral do PSOL de João Pessoa, Fabiano Galdino disse que “presunção de inocência não quer dizer presunção para não ser investigado, nem presunção para ser tratado acima da lei”, disse, rebatendo as declarações do deputado Luiz Couto de que era preciso assegurar a presunção de inocência do ex-presidente Lula quanto às acusações que são levantadas contra Lula.
“No discurso, Couto manifestou sua “mais apaixonada” defesa da imagem do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Ocorre, porém, que o deputado Luiz Couto confunde a utopia de um povo com a utopia de um grupo político”, ironizou.
A história do povo brasileiro e suas utopias, segundo Galdino, não pertencem a nenhuma liderança política especificamente. Assim, o dirigente do PSOL contradiz a posição lulista de Couto. “De fato, a utopia não morre, mas o seu principal porta-voz não é um único individuo, porque seria limitar as forças de uma coletividade a um ser mortal e corruptível”, disse.
Fabiano Galdino avaliou que, apesar de visar uma defesa “irrefletida” da liderança do ex-presidente Lula, o discurso do parlamentar do PT paraibano assume uma importância considerável, uma vez que parece trazer críticas indiretas aos 13 anos do PT no Governo Federal. “O discurso de Couto é importante para que alguns debates e esclarecimentos sejam feitos. Por exemplo, o Governo Federal e do PT, nesses últimos 13 anos, não moveu uma palha pela concreta defesa da democratização dos meios de comunicação. Isso me parece um fato”, disse.
“No que se refere às críticas do deputado Luiz Couto ao que ele classifica de ‘imprensa partidária interessada em deturpar e corromper acontecimentos para fazer o "sangramento público" de Lula..., é importante que se leve em consideração que o PT e o Governo Lula, de 2003 para frente, conviveram muito bem com esse modelo de imprensa”, disse.




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