“No discurso,
Couto manifestou sua “mais apaixonada” defesa da imagem do ex-presidente da
República Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Ocorre, porém, que o deputado Luiz
Couto confunde a utopia de um povo com a utopia de um grupo político”,
ironizou.
A história do povo
brasileiro e suas utopias, segundo Galdino, não pertencem a nenhuma liderança política
especificamente. Assim, o dirigente do PSOL contradiz a posição lulista de
Couto. “De fato, a utopia não morre, mas o seu principal porta-voz não é um
único individuo, porque seria limitar as forças de uma coletividade a um ser
mortal e corruptível”, disse.
Fabiano Galdino avaliou
que, apesar de visar uma defesa “irrefletida” da liderança do ex-presidente
Lula, o discurso do parlamentar do PT paraibano assume uma importância considerável,
uma vez que parece trazer críticas indiretas aos 13 anos do PT no Governo
Federal. “O discurso de Couto é importante para que alguns debates e
esclarecimentos sejam feitos. Por exemplo, o Governo Federal e do PT, nesses
últimos 13 anos, não moveu uma palha pela concreta defesa da democratização dos
meios de comunicação. Isso me parece um fato”, disse.
“No que se refere
às críticas do deputado Luiz Couto ao que ele classifica de ‘imprensa
partidária interessada em deturpar e corromper acontecimentos para fazer o
"sangramento público" de Lula..., é importante que se leve em consideração
que o PT e o Governo Lula, de 2003 para frente, conviveram muito bem com esse
modelo de imprensa”, disse.
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