sexta-feira, 8 de abril de 2016

Pedro Cunha Lima e sua demagogia com a Educação Pública


         
O secretário-geral do PSOL de João Pessoa, Fabiano Galdino, criticou as declarações do deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) de que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) seria justificado pelas falhas em diversos programas na área da Educação e pelo alto índice de desemprego entre jovens. “Para o PSOL, os mandatos eletivos e entre eles o de presidente da República, deveriam se submeter a critérios objetivos de avaliação e ser passíveis de revogabilidade, mas esta previsão constitucional ainda não existe no ordenamento jurídico brasileiro”, afirmou.

“Em vez de discutir o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) com fundamento da lei do impeachment, o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) repete aqueles que não encontram indícios suficientes de crime que justifique o afastamento da presidente. A reprovação do Governo Dilma é um caso de opção pela via neoliberal, o que o nobre deputado não discorda, já que reza por essa mesma cartilha”, comentou.

Em pronunciamento da Câmara dos Deputados, na tarde desta quarta-feira (6), Pedro Cunha Lima teria afirmado que "Nada justifica mais o impeachment do que a atual situação do povo brasileiro: de cada cinco jovens, um está desempregado". Fabiano Galdino, que é ex-presidente estadual do PSOL, também discordou dos argumentos de Pedro Cunha Lima sobre a decisão do Governo Dilma de ampliar os gastos com o FIES no ano de 2014. ”Para o deputado Pedro Cunha Lima, os estudantes não deveriam ser beneficiados com recursos na Educação por causa do período eleitoral. Diferente do que pensa o deputado do PSDB, nossa crítica vai na direção de que o Governo Federal deixou de fortalecer as universidades públicas, independentemente de calendário eleitoral”, disparou.

 “Para Pedro, tal como o pai, a crise econômica se agrava pelas   gastos da máquina pública federal com aquilo que são direitos sociais, como Educação, por exemplo. Contraditório esse nobre deputado”, disse.

O dirigente do PSOL afirmou que segue a decisão do partido contrária ao impeachment da presidente Dilma e, ao mesmo tempo, mantendo o tom de oposição as medidas neoliberais do Governo, como o ataque aos direitos trabalhistas.

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