Fabiano Galdino analisa carta na qual Agra expõe as razões de sua renúncia à reeleição pelo PSB
15/01/2012 14h27min
Com 17 parágrafos, o prefeito Luciano Agra escreveu ontem uma carta na qual diz que não enfrentará a reeleição e expõe os motivos de sua decisão.
Na carta, Agra deixa claro que não sabe lidar com as características de um processo eleitoral.
Ele usa a carta também para expor que a gestão está incompleta, não tendo realizado uma série de obras e serviços, o que é anunciado para os próximos meses. Em 9 parágrafos da carta , o prefeito reconheceu que sua gestão ainda não venceu vários desafios. São obras e serviços que ainda serão realizados; são, portanto, propaganda, promessas.
Pelo entender do gestor municipal, a reeleição não deveria existir. Porque ela consome o tempo do gestor/pré-candidato e pode atrapalhar o desenvolvimento das ações administrativas da gestão. Assim, indiretamente, Agra parece não concordar com Ricardo Coutinho, que deixou o mandato de prefeito para concorrer ao Governo do Estado, em 2010.
Devemos reconhecer, porém, que, com a renúncia à disputa pela reeleição, Agra quebra cultura política, agindo de diferentes de muitos vices que, ao se tornarem titular, não abriram mão do chamado direito à reeleição. Veja o caso de Kassab, em São Paulo, de Cozete Barbosa em Campina Grande e até do próprio Zé Maranhão, que foi vice- governador na chapa de Antônio Mariz.
Por outro lado, o prefeito Luciano Agra para não desAGRAdar o seu chefe maior, Ricardo Coutinho, dando razão aos que acusaram sua gestão de subscretaria do Governo do Estado, toma a ‘difícil decisão’ de não concorrer à prefeitura da Capital.
Desses acontecimentos envolvendo o Agra, PSB e Ricardo, fica uma lição: os girassóis tratam a política com profissionalismo, mesmo que, para isso, tenham que ‘apagar’ uma reeleição de um companheiro.
Fabiano Galdino, pré-candidato do PSOL à prefeitura da Capital, Presidente Estadual do PSOL-PB