Ao analisar o atual quadro
político no Estado, o presidente estadual do PSOL, Fabiano Galdino, reprovou o
otimismo do Governo do PSB no que concerne à reeleição do governador Ricardo
Coutinho e criticou o clima de já ganhou entre os adesistas do governo. “A
história das reeleições no Brasil pede cautela. A arrogância de que já ganhou
uma eleição que ainda não teve a confiança dos paraibanos depositada nas urnas
é perigosa. E um dos motivos é que o poder das obras e da máquina tem seus
limites e contradições”, comentou.
Segundo Galdino, o
discurso otimista de Ricardo Coutinho não é novidade entre mandatários no poder
e se baseia em elementos objetivos como a força da máquina do Estado. “O governo
do PSB na Paraíba volta a expor muita arrogância. Considerando que tem o
controle da máquina, capaz de ‘convencer ‘ prefeitos eleitos em partidos
adversários a anunciar antecipados apoios eleitorais, o governador Ricardo
Coutinho volta a praticar arrogância”, disse.
De acordo com Galdino, o governo
tenta criar um ambiente favorável a sua reeleição porque sabe que carrega com a
força da máquina uma considerável vantagem, mas contar com a decisão soberana
do povo com muita antecedência pode ser muito perigoso e demonstração de imprudência.
“É evidente que o eleitorado tem o hábito de ser generoso com os candidatos
majoritários à reeleição, mas há uma margem de risco. Assim ‘o clima de já
ganhou’ do governador é perigoso”, observou o presidente estadual do PSOL,
acrescentando que, “a máquina do governo não pode tudo”.
Mas, o dirigente do PSOL também
vê problemas na oposição. Reforçando uma de suas características, Galdino
voltou a criticar a oposição conduzida pelo PMDB e pelo PT. “O PT tem
dificuldades para endurecer sua oposição ao Governo do PSB porque é um partido
historicamente dividido no Estado. No PT há braços ricardistas e há também os cartaxistas,
cuja prioridade é a reeleição do próprio prefeito”, enfatizou.
“Essa oposição ainda tem
contra si as contradições decorrentes das gestões dos Governos Maranhão, do
PMDB”, disse.
Ao falar da missão do
PSOL, que até o momento tem apenas colaborado para forçar um segundo turno no
cenário estadual, Galdino cobrou maior oposição de suas lideranças. “ O PSOL,
por sua vez, deveria priorizar a consolidação da oposição programática ao
Governo, o que exige desprendimento de figuras públicas do partido como Nelson
Junior, ex-candidato ao Governo do Estado, Marcos Dias, ex-candidato
majoritário em duas oposições, Sizenando Leal, que disputou a prefeitura de
Campina Grande, entre outros”, opinou.