sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Dirigente do PSOL diz que população dribla poder econômico em eleições e gera os fenômenos eleitorais

15 de Janeiro de 2016

Dirigente analisa fenômenos eleitorais na PB e comenta quebra de estruturas estabelecidas

Dirigente analisa fenômenos eleitorais na PB e comenta quebra de estruturas estabelecidas
Dirigente analisa fenômenos eleitorais na PB: “O que parece irracional é uma quebra de estruturas estabelecidas” 


O ex-presidente estadual do PSOL, Fabiano Galdino, fugindo um pouco de seu estilo habitual, marcado pelas críticas às gestões do Governador Ricardo Coutinho (PSB) e do Prefeito Luciano Cartaxo (PSD), resolveu recorrer às redes sociais para analisar, por meio da metáfora do Amigo Secreto, a eleição e queda de Toinho do Sopão, uma figura do povo que se tonrou eleito deputado estadual em 2010 e não conseguiu se reeleger em 2014.

Fazendo um contraponto aos argumentos de Toinho do Sopão, que atribuiu sua derrota a mentiras produzidas contra eles por deputados e pessoas do povo, o ex-presidente estadual do PSOL e estudante de Direito da UFPB, Fabiano Galdino, sentenciou: “Acho que tudo isso entrou na decisão do eleitorado, especialmente dos que votaram nele anteriormente”.

Mas, ao considerar a vitória de Toinho do Sopão nas eleições 2010 um fenômeno eleitoral com traços surpreendentes, Fabiano Galdino tentou explicar tal fenômeno por meio de uma metáfora com uma confraternização entre amigos denominada de Amigo Secreto. “Parece [que] na sua simplicidade Toinho do Sopão não entendeu que sua primeira vitória, aliás, extraordinária vitória com mais de 50 mil votos, era um presente único, tipo um amigo secreto em que todos presenteiam uma só pessoa e esta que recebe o presente não dá [nada] em compensação”, comentou.

Ainda, prosseguiu com a metáfora: “E nem poderia porque talvez já soubesse que o eleito [Toinho do Sopão] não teria as condições de retribuir os presentes com um mandato significativo e inovador”.

De acordo com o dirigente do PSOL, a população consegue, mesmo diante de fortes influências do poder econômico nas eleições proporcionais e majoritárias, driblar as estruturas e produzir fenômenos como o de Sopão, mas acha que com outras personagens. “De qualquer forma, sempre achei algo a se analisar essa capacidade popular de brincar no processo eleitoral. O que parece ser irracional, na lógica das estruturas econômicas que determinam mandatos, a eleição de gente como Toinho do Sopão representa uma quebra dessas estruturas estabelecidas. Esse fenômeno pode se repetir com outros agentes. O PSOL está atento”, finalizou.


Assessoria

Fonte: PORTAL PBAGORA

Nenhum comentário:

Postar um comentário