terça-feira, 24 de outubro de 2017

Ricardo Coutinho versus Luciano Cartaxo: disputa de egos par um mesmo projeto de poder


O discurso apresentado pelo governador Ricardo Coutinho para desqualificar os adversários, a exemplo do prefeito da Capital, Luciano Cartaxo (PSD) faz parte de um marketing pessoal do governador e em nada o torna superior aos adversários.
Ao atacar a capacidade administrativa de um prefeito de quem foi aliado, inclusive como líder de seu governo na Câmara, à época em que foi prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho tenta convencer a opinião pública daquilo que a cidade aparentemente não considerou ao dar os mandatos que Cartaxo já obteve nas urnas.
A verdade é que estamos assistindo uma disputa de egos entre aqueles que querem ser o centro das atenções e do poder na cidade e no Estado.
Em datas diferentes e com alianças parecidas, na forma e no conteúdo, o marketing de cada um dessas figuras da política tradicional no Estado e na Capital conduziram a um resultado em que voto majoritário da cidade de João Pessoa tanto elegeu um como o outro, para administrar a Prefeitura da Capital.
 Essas críticas do governador devem ser relativizadas, porque elas aparecem ao sabor das conveniências do governante. Afinal de contas, em que o governador enxerga avanços nos modelos de gestão do ex-governador José Maranhão? Em 2010, RC venceu as eleições ao desconstruir a importância do então governador e candidato a reeleição, José Maranhão, com a famosa aliança com o então ex-governador Cássio”, avaliou.
Eu estou convencido de que as diferenças de perfis entre o governador e o prefeito existem, mas, no plano prático, eles têm os mesmos interesses. Considerando os resultados práticos das duas trajetórias, podemos dizer que, com o jeito que tem e a capacidade que revela, o prefeito da Capital, Luciano Cartaxo, assim como o governador Ricardo Coutinho, foi eleito prefeito e reeleito.
No caso do governador, sabemos o quanto é habitual do seu estilo      legitimar acordos e conchavos conforme seus objetivos de poder. Com a mesma facilidade com que cria novos cenários de legitimação de alianças, RC também é hábil em mudar de posições e  começar a atuar na direção inversa, numa deslegitimação daquilo que ele vivenciou e se beneficiou”, disparou.
Nesse cenário, partidos como o PSOL precisam entender esses processos e começar a dizer a que servem esses discursos do governador e de seu ex-aliado e agora oponente nos interesses com vistas às eleições de 2018.

Fabiano Galdino, ex-presidente estadual do PSOL

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