O
presidente estadual do PSOL, Fabiano Galdino, afirmou neste sábado, 14, que o
PSOL continuará defendendo as manifestações populares no país e previu que
novas manifestações deverão ocorrer até a Copa do Mundo, no Brasil. “O PSOL
busca exercer papel relevante no apoio às manifestações populares ocorridas desde
junho passado e em curso no país”, declarou.
“A reivindicação de direitos sociais constitui interesse
primordial defendido pelo PSOL e por isso mesmo, o nosso partido tanto apoia as
manifestações como estimula a participação militante de seus filiados nos
protestos”, disse Galdino.
Oficializado desde 2005, um partido, portanto, novo na
vida política brasileira, o PSOL reconhece suas limitações. “Estimular grandes mobilizações
faz parte dos interesses do PSOL, mas isso não depende apenas de nossa vontade.
É preciso que ocorra sintonia com a vontade popular”, revelou.
Após lamentar a morte do cinegrafista Santiago Andrade,
da TV Bandeirantes, atingido por um rojão durante a manifestação contra o
aumento da tarifa de ônibus no Rio de Janeiro, Galdino disse que o fato
entristece porque não se pretende a morte de ninguém nesses protestos, mas a
tragédia ocorreu.
O dirigente negou, no entanto, que o PSOL tenha aliança
com os Black blocs. “Embora não tenhamos
nenhuma relação com os black blocs, como nos é confirmado até pelo
presidente nacional do PSOL, Luis Araújo, em recente entrevista à imprensa,não
concordamos com qualquer forma de criminalização das manifestações e até dos Black
Blocs”, afirmou.
Para o PSOL, os Black blocs não são vândalos e têm o
direito de acreditarem no que quiserem para enfrentar o Capitalismo. “O PSOL
também entende que o capitalismo deve ser superado, mas essa superação depende
de fatores tais como convencimento da população”, disse.
“A participação dos Black blocs nas manifestações é legítima
e eventuais excessos deve ser contido de forma adequada”, afirmou.
Galdino destacou erros no comportamento da polícia
durante as manifestações. “Vemos que, muitas vezes, a polícia se comporta e age
de forma a considerar que todo manifestante é violento. Ao agir de forma criminalizadora
dos movimentos sociais, a polícia e seu aparato policial não contribuem para o
caráter pacífico das manifestações”, opinou.
Segundo o dirigente, a atuação da polícia diante de
eventuais excessos deve ocorrer de forma a não generalizar contra tudo e todos.
Como afirma Luis Araújo, presidente nacional do PSOL, “não somos favoráveis a
criminalizá-los [os blacks blocs], porque isso levaria a se justificar posturas
autoritárias da Polícia contra todos”, comentou.
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