sábado, 15 de fevereiro de 2014

PSOL lamenta morte em protestos; apoio às manifestações por direitos sociais é dever da sigla



O presidente estadual do PSOL, Fabiano Galdino, afirmou neste sábado, 14, que o PSOL continuará defendendo as manifestações populares no país e previu que novas manifestações deverão ocorrer até a Copa do Mundo, no Brasil. “O PSOL busca exercer papel relevante no apoio às manifestações populares ocorridas desde junho passado e em curso no país”, declarou.
“A reivindicação de direitos sociais constitui interesse primordial defendido pelo PSOL e por isso mesmo, o nosso partido tanto apoia as manifestações como estimula a participação militante de seus filiados nos protestos”, disse Galdino.
Oficializado desde 2005, um partido, portanto, novo na vida política brasileira, o PSOL reconhece suas limitações. “Estimular grandes mobilizações faz parte dos interesses do PSOL, mas isso não depende apenas de nossa vontade. É preciso que ocorra sintonia com a vontade popular”, revelou.
Após lamentar a morte do cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, atingido por um rojão durante a manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus no Rio de Janeiro, Galdino disse que o fato entristece porque não se pretende a morte de ninguém nesses protestos, mas a tragédia ocorreu.
O dirigente negou, no entanto, que o PSOL tenha aliança com os Black blocs. “Embora não tenhamos nenhuma relação com os black blocs, como nos é confirmado até pelo presidente nacional do PSOL, Luis Araújo, em recente entrevista à imprensa,não concordamos com qualquer forma de criminalização das manifestações e até dos Black Blocs”, afirmou.
Para o PSOL, os Black blocs não são vândalos e têm o direito de acreditarem no que quiserem para enfrentar o Capitalismo. “O PSOL também entende que o capitalismo deve ser superado, mas essa superação depende de fatores tais como convencimento da população”, disse.
“A participação dos Black blocs nas manifestações é legítima e eventuais excessos deve ser contido de forma adequada”, afirmou.
Galdino destacou erros no comportamento da polícia durante as manifestações. “Vemos que, muitas vezes, a polícia se comporta e age de forma a considerar que todo manifestante é violento. Ao agir de forma criminalizadora dos movimentos sociais, a polícia e seu aparato policial não contribuem para o caráter pacífico das manifestações”, opinou.
Segundo o dirigente, a atuação da polícia diante de eventuais excessos deve ocorrer de forma a não generalizar contra tudo e todos. Como afirma Luis Araújo, presidente nacional do PSOL, “não somos favoráveis a criminalizá-los [os blacks blocs], porque isso levaria a se justificar posturas autoritárias da Polícia contra todos”, comentou.

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